Natiruts

A banda nasceu em Brasília com o nome Nativus. Foi fundada em 1996 por Alexandre Carlo que, na época, era estudante. Figurou no circuito universitário da Capital Federal e destacou-se na cena local, até que surgiu a oportunidade de gravar o primeiro CD no Rio de Janeiro. Daí pra frente, a história da banda rumou para caminhos que os próprios integrantes jamais imaginaram trilhar. Atualmente, com nove CDs e quatro DVDs lançados, o Natiruts tem uma história de sucesso que pode ser contada a partir de sua discografia. É o que faremos a seguir, passando por todos os álbuns da banda e relembrando todas as canções que figuraram entre as mais tocadas nas rádios do Brasil e que estão na cabeça e no coração da galera.

O disco que carregava o antigo nome da banda, Nativus, saiu em 1997, de forma independente. E foram três faixas que abriram as portas para o mercado fonográfico e tornaram o grupo conhecido em todo o Brasil: “Liberdade Pra Dentro da Cabeça”, “Deixa o Menino Jogar” e “Presente de um Beija-Flor”. A gravadora EMI se interessou pelo disco e tratou de lançar a banda de reggae do cerrado a nível nacional, com força total. O resultado: vendeu tanto que alcançou número de disco de platina e vieram as primeiras turnês, de norte a sul. Em 1999 – já rebatizada de Natiruts – saiu o disco Povo Brasileiro, que veio para confirmar que a banda não seria apenas um sucesso passageiro. A produção foi assinada por Liminha e, mais uma vez, o Natiruts conseguiu emplacar canções entre as mais tocadas nas rádios brasileiras. Os hits “Eu e Ela”, “O Carcará e a Rosa”, “Meu Reggae é Roots” caíram na boca do povo e o álbum conquistou o disco de ouro.

No ano de 2001, o lendário Tom Capone assinou a produção do disco Verbalize. A faixa título, assim como “Andei Só”, ficaram no topo das paradas das rádios brasileiras durante muito tempo. Com este disco também vieram os primeiros shows fora do país.
Mais um disco produzido por Tom Capone e que vendeu igual ao anterior, Quatro, de 2002, marcou a fidelização dos fãs do Natiruts. A estética e a sonoridade do reggae roots somado a elementos da música popular brasileira marcaram a identidade musical do grupo. “Bob Falou”, “Naticongo” e “Leve com Você” foram as faixas mais estouradas.

Em 2005, a banda encerrou o contrato com a EMI e voltou a ser independente. A cultura underground jamaicana foi saudada no disco Nossa Missão, que trouxe a sonoridade do dub. A produção foi assinada pelo próprio Alexandre Carlo, vocalista e principal compositor do Natiruts. E mesmo sem uma grande gravadora por trás, a faixa “Quero Ser Feliz Também” foi para o primeiro lugar nas rádios brasileiras. E o clipe de “Não Chore Meu Amor”, com a participação de Lirinha foi um enorme sucesso de visualizações.